Às 11h do dia 27 de junho de 1924, entrava no ar a Rádio Clube Paranaense, em Curitiba, a primeira emissora de rádio do Paraná. Desde então, muita coisa aconteceu. O rádio viveu a chamada “Era de Ouro” entre as décadas de 30 e 50, com as famosas radionovelas, os concursos de calouros e os programas de auditórios que arrastavam multidões. Nos anos 80, a melhora da qualidade de áudio popularizou as transmissões em FM e os locutores passaram a usar uma linguagem mais informal e descontraída. Recentemente, as emissoras se adaptaram à era digital, com transmissões ao vivo, aplicativos próprios, podcasts sob demanda, perfis nas redes sociais e canais de vídeo em plataformas como o YouTube. É para contar essa e muitas outras histórias que o Grupo D’Ponta Mídias & Consultoria lança em agosto o livro “Entre antenas e emoções: mais de um século do rádio no Paraná”.
“Do radinho ao digital, o rádio é a voz e a alma do Paraná. Este livro celebra o centenário das primeiras transmissões no estado e reconhece o legado que as principais emissoras deixaram na nossa história”, afirma João Barbiero, CEO e diretor do Grupo D’Ponta. O empresário relata que o livro, que conta com apoio cultural do Sebrae, Copel e BB Cartões, terá distribuição dirigida e que exemplares serão enviados para emissoras de rádio que atuam no Paraná e para cursos de jornalismo de todo o estado.
É uma forma de contribuir para disseminar o conhecimento e reconhecer a importância de locutores, radialistas, artistas e personagens que cruzaram fronteiras trazendo notícia, informação e pura emoção. Mais do que isso, eles criaram e noticiaram a trilha sonora das nossas vidas
destaca.
Preservação
“O rádio é um meio de comunicação que inspira as mais fortes paixões. Apesar disso, não há muitos livros que contem a sua história no âmbito paranaense”, aponta o jornalista Rafael Guedes, responsável pela organização e edição do livro. Ele destaca que a obra não tem a pretensão de contar a história completa do rádio no Paraná, mas procura narrar os fatos principais dessa trajetória nas seis maiores cidades do estado em número de habitantes – Curitiba, Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. “Nós também trouxemos alguns temas inovadores, como, por exemplo, as relações entre o rádio e a religião, e entre o rádio e a música sertaneja no estado; as mulheres pioneiras que abriram caminho nesse meio e muito mais. Sem dúvida nenhuma, é um livro muito importante para a preservação da memória do rádio no Paraná”, afirma.
Pesquisa
Os jornalistas Diego Antonelli e Michelle de Geus, que colaboraram no projeto, fizeram um extenso trabalho de pesquisa e coleta de informações antes de redigir os capítulos. As principais fontes utilizadas foram trabalhos acadêmicos que passaram por rigorosa aprovação de bancas examinadoras; materiais publicados pela imprensa da época e atual; sites oficiais das emissoras e de fundações ou entidades dedicadas à preservação da memória do rádio e da comunicação em geral; além de eventuais consultas a pesquisadores externos e à Associação das Emissoras de Radiodifusão do Paraná (Aerp). Os escritores garantem que, apesar do rigor técnico, os textos possuem uma linguagem simples e acessível para que todos possam conhecer detalhes e curiosidades sobre os mais de 100 anos de história do rádio no estado.
Ao todo, entre pesquisa, escrita, produção, design, diagramação, edição, organização e impressão, mais de 20 profissionais trabalharam nesse projeto que ficará registrado na história da radiodifusão paranaense.
Apoio cultural
“Entre antenas e emoções: mais de um século de rádio no Paraná” foi viabilizado graças ao apoio cultural do Sebrae, Copel e BB Cartões.
Fonte: Portal D’Ponta

